Andarilho no Ar #3

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  • on 03/08/12
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    Andarilho no Ar #2

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  • on 19/07/12
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    VideoLog

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  • on 20/06/12
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    Avante Vingadores!

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  • on 28/04/12
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    Estreou no dia 27 de Abril, um dos filmes mais esperados desde 2005: “Os Vingadores”, o filme de heróis em crossover que está sendo elogiados por dezenas de fãs e críticos de cinema. Fui na primeira sessão da estreia: de quinta pra sexta à meia noite. A sessão dos fãs! Fui empolgado, estava há mais de três semanas com o ingresso comprado e não parava de falar no filme. É inegável que está excelente, mas para dar minha opinião irei enumerar os medos que tinha antes de vê-lo.

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    VIRSKY– Balé Nacional da Ucrânia

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  • on 20/04/12
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    O balé ucraniano é bastante conceituado mundialmente e está em turnê pelo Brasil, já tendo passado por Curitiba, Porto Alegre e Nova Hamburgo. Atualmente ele está no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro e fará mais duas apresentações dias 24/04 e 25/04. Depois o espetáculo segue por Brasília, Ribeirão Preto, São Paulo, São José dos Campos e Santos.  Tive o prazer de assisti-lo no dia 18/04 e fiquei extasiado.

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    A dor que deverás sente

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  • on 18/04/12
  • O poeta é um fingidor?


    O poeta é um fingidor.
    Finge tão completamente
    Que chega a fingir que é dor
    A dor que deveras sente.

    Fernando Pessoa
    Pode ser, mas até que idade se pode sofrer? Até que idade a dor da inconstância, o vazio pelo vazio faz sentido? Dar para sentir a dor mesmo tendo que ir ao supermercado ou essa dor poética, imprecisa, só é privilégio dos jovens?


    Olho em redor do bar em que escrevo estas linhas. 
    Aquele homem ali no balcão, caninha após caninha, 
    nem desconfia que se acha conosco desde o início 
    das eras. Pensa que está somente afogando problemas 
    dele, João Silva... Ele está é bebendo a milenar 
    inquietação do mundo!

    Mário QuintanaTalvez depois de um certo tempo essa dor deva ser afogada na bebida ou no futebol.


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    Dom Quixote

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  • on 12/01/11

  • Diariamente de manhã, quando ia para faculdade e pegava um certo ônibus que passava em determinada rua, via sempre próximo à um poste um senhor muito peculiar que chamava minha atenção. Era um morador de rua que em sua carroça cheia de entulhos, montado com um porte digno da nobreza inglesa, lançava ao poste uma corda que lhe servia muito bem como arreio para seu cavalo imaginário, que inclusive ao meu ver parecia sempre muito temperamental, pois era-se preciso  sempre um carinho no pescoço do animal para acalmá-lo e quando não atendia aos mimos do dono uma maior força nos arreios para mostrar quem manda na situação era necessária. Sempre com sua pose distinta, com um ar satisfeito e com uma calma inabalável, eu o observava toda manhã esse senhor que apelidara então, muito adequadamente de Dom Quixote. Era sempre curioso vê-lo, alheio a tudo que ocorria em volta, os carros eram invisíveis, as pessoas, simples aldeãos, e se lhe ameaçassem oferecer ajuda ou dar esmola era uma ofensa imperdoável, sua calma e ar áspero de nobreza se desfaziam para uma fúria incontrolável, onde gritava coisas que ninguém nunca conseguia decifrar, gesticulando sempre exageradamente os braços de forma alheia e vazia.
    Acompanhei Dom Quixote, todos os dias por pouco mais de um mês, como seu desatencioso e descuidado Sancho Pança, seguindo com minha vida é claro, porém toda manhã vestia meu poncho e o observava em seu delírio, e as vezes participando dele também, matutando na minha cabeça o que devia passar dentro da dele.
    Porém depois de uns dias notei que Dom Quixote desapareceu. Não estavam mais lá sua carroça, seus entulhos, e seu cavalo se transformara tão somente em um poste sem graça e meio torto. Junto com sua presença desapareceu toda fantasia que seu delírio criara e me envolvia, aquele espaço tornou-se então um imenso buraco vazio, que parecia um cenário de um filme que não estreou. De repente  me bateu um certo aperto no peito, uma agonia, uma melancolia. Fui tão distraída no decorrer do mês e do delírio de Dom Quixote, que não havia notado a gravidade da situação daquele senhor. Onde ele estaria agora? Morto em qualquer vala? Morreu de fome ou sede? Fora atropelado ao perseguir um malfeitor de donzelas? Perdido em uma outra qualquer rua que transformara em seu condado?  
    Não ter o controle da razão, viver em um mundo criado de fantasias e donzelas em perigo, algo que trazia tanta satisfação e alegria no seu semblante, revelava agora um ar triste, desconsolado e solitário.
    Meu querido personagem me fez pensar um pouco mais na loucura e na razão. E dentro dos meus pensamentos, comecei a ver as faces que nós, seres cientes de nossa razão, criamos para o mundo, as personas de Freud. A senhora que vai a loja comprar roupas e põe pose de madame me parecia então uma pomposa mulher da nobreza feudal, os vendedores das lojas mostrando os produtos com simpatia e humor se revelavam  artistas da corte, graciosos arlequins, o senhor que passara na rua com um ar cansado em direção ao trabalho tedioso e necessário era um aldeão cultivando sua lavoura. Todos de máscaras para um mundo de prédios ostensivos, aspereza, agressividade, onde não há espaço para fantasia, onde sempre precisamos fingir mais força e resistência com um sorrido forçado. Um mundo onde Deus é buscado por medo da solidão e da falta de um deus que lhe dê significado. Um mundo em que o amor ao próximo se torna cada vez mais ausente, o amor dentro da família é maculado, e o amor entre homem e mulher se torna cada vez mais vulgarizado em bocas indigentes de esperança, de fé.
    Depois de perder Dom Quixote para o mundo, e desse dia que amanheceu nublado, tudo ao redor parece triste, estúpido e cinza. Será que existe um lugar além do arco-íris para todos nós?
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    A celebração da liberdade - Crítica de HAIR

  • on 05/11/10
  • Uma tribo de Hippies protestando  contra a guerra do Vietnã. Falando dessa maneira até dá a impressão de que o enredo de Hair é antiquado e não tem nada a ver com a realidade brasileira do século XXI... Mas narrar a história de pessoas livres de preconceitos, com objetivo de alcançar a felicidade, lutando pelas liberdades individuais e da coletividade se mostra pertinente em qualquer país, independente da época. Essa segunda opção parecer ter sido a espinha dorsal  da encenação para o texto de Gerome Ragni e James Prado, exibido pela primeira vez em 1967, e que agora chega aos palcos cariocas pelas mãos da dupla Charles Möeller e Claudio Botelho.

    A atual montagem começou a gerar repercussão antes mesmo de entrar em cartaz.  A produção parece ter resolvido assumir que Hair não é apenas uma peça de teatro, mas sim um forte produto da indústria do entretenimento.  Desde audições com clima de “reality show”, passando pela preparação dos atores  até a venda de ingressos para “ensaios abertos”; cada etapa do processo pode ser acompanhada pela internet via site dos realizadores e redes sociais.  Todas as engrenagens foram acionadas para que fosse cada vez maior a expectativa pela estreia.
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    Stand-up comedy em Brasília

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  • on 12/10/10
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    Câncer induzido por radiações ionizantes

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  • on 23/08/10
  • Ao começarmos a falar de Câncer induzido pela radiação, é interessante entender como as partículas radioativas interagem com a matéria e quais efeitos provocam, para isso precisamos estabelecer diferenças entre os tipos de radiação.
    Na verdade o que chamamos de radiação? Radiação seria um meio de condução/propagação de energia na forma de ondas ou partículas. Existem vários tipos de radiação com a qual lhe damos todo dia, por exemplo as radiações cósmicas vindas do espaço, a radiação em forma de micro-ondas de calor usadas um aparelhos de cozinha, radiação solar, etc.
    Essas partículas ou ondas podem ser divididas pela maneira com a qual interagem com a matéria, podendo ser agrupadas em dois grandes grupos: radiações ionizantes e radiações não ionizantes, ou seja, interagem com a matéria arrancando prótons ou elétrons a tornando ionizadas, ou interagem com a matéria excitando-as, respectivamente. Além do que as ionizantes interagem com a matéria de uma forma "geral", pois são muito "carregadas" de energia e ionizam "tudo que vier pela frente". As não ionizantes interagem através de um cromóforo, ou seja, um receptor de mesma frequência e comprimento de onda que ele, sendo assim mais específico, um exemplo desta são as radiações ultravioleta do sol, no qual o cromóforo destas são as moléculas de melanina, que quando excitadas aumentam sua produção e em maior número alteram a cor, pigmentando o tecido em que estão situadas(a pele).

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